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3d na Web: canvas 3d ou renderização no servidor?

No post de ontem comentei sobre o Google Experiments e sobre a melhoria gráfica das aplicações web nos últimos anos devido à implementação da tag <canvas>.

Esta tag, por enquanto, só permite o trabalho com imagens em um plano 2d. Até existem diversos testes de conceito de experiências 3d usando o canvas. O problema é que elas implementam todo o motor de renderização 3d via JavaScript e não se aproveitam das capacidades gráficas da placa 3d.

A ideia de um canvas 3d para a versão posterior do Firefox 3.5 começa a ser operacionalizada através da exposição do OpenGL e da versão “simplificada” OpenGL ES para aplicações JavaScript. Embora provavelmente demore algum tempo ainda para sair do projeto, o canvas 3d vai permitir que jogos, interfaces ricas e ambientes de simulação tenham uma experiência cada vez mais rica. Cada vez mais, portanto, a Web se aproxima do desktop tanto em relação às funcionalidades disponíveis quanto em relação à performance. Muita gente está discutindo o canvas 3d como evolução natural para implementar o 3d na web, tanto com opiniões positivas, quanto contrárias.

Outras alternativas menos tradicionais para trazer o 3d para a web também estão sendo discutidas. Por exemplo, a alternativa de jogos sobre demanda da OnLive. Neste serviço, os jogos rodam em um servidor da empresa. Toda a renderização é feita no servidor e enviada ininterruptamente para o cliente na forma de um vídeo comprimido. O cliente também envia os comandos de teclado e mouse via rede. Apesar de parecer meio absurdo usar um sistema destes em uma conexão mais lenta de Internet, conforme as banda vai ficando mais barata e disponível a ideia vai ficando cada vez mais simpática. Em um projeto semelhante da V-Gate, voltado para o mundo mobile, um servidor é colocado entre um jogo online e um telefone celular e todo o processamento é feito neste servidor intermediário e enviado para o telefone. Outro sistema parecido com esse é o LivePlace.

Independente da estratégia, o horizonte aponta para uma Web cada vez mais com possibilidades 3d e, além disso, com menos restrições de memória e banda. O grande desafio estará na criação de aplicativos que aproveitem esse poder de uma maneira eficiente e não apenas que sejam uma novidade técnica. Além disso, a abordagem de  colocar um servidor de renderização “na nuvem”  é interessante e criativa, mas demanda um investimento muito grande em hardware e banda. Para o desenvolvedor médio talvez esse investimento seja alto demais.

Um Comentário

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